O cantor, compositor e pianista Benito di Paula morreu na noite de domingo (18), aos 84 anos, em São Paulo. Ele estava internado no Hospital 9 de Julho e tratava um câncer havia cerca de um ano. A morte foi confirmada pela equipe do artista. Até a publicação desta reportagem, não havia informações sobre velório e sepultamento.
Benito di Paula nasceu Uday Vellozo, em 28 de novembro de 1941, em Nova Friburgo (RJ). Começou a cantar ainda jovem, em hotéis e boates do Rio de Janeiro, fez as primeiras gravações nos anos 1950 e, depois, mudou-se para São Paulo, onde construiu a carreira.
O samba ao piano
O artista ganhou projeção nacional nos anos 1970, com um estilo que unia o samba ao romantismo e tinha o piano no centro dos arranjos. O disco Um Novo Samba, de 1973, trouxe Retalhos de Cetim e o transformou em um dos nomes mais populares do país. A crítica chamou o estilo de “samba-joia”, rótulo que o próprio Benito rejeitava.
Vieram em seguida outros sucessos, como Charlie Brown (1974), Mulher Brasileira e Vai Ficar na Saudade (1975), além de Se Não For Amor e Do Jeito Que a Vida Quer. Ao longo de mais de cinco décadas de carreira, lançou mais de 35 discos, entre eles 24 álbuns de estúdio, segundo a Gazeta do Povo.
Volta aos estúdios e homenagem no Carnaval
Em 2021, depois de um longo período sem músicas inéditas, Benito voltou a gravar com o álbum O Infalível Zen, feito em parceria com o filho, o cantor e pianista Rodrigo Vellozo, que costumava dividir o palco com ele. No Carnaval de 2025, foi homenageado pela escola de samba Águia de Ouro, em São Paulo.
Benito di Paula deixa o filho Rodrigo. Após a notícia da morte, Rodrigo publicou nas redes sociais uma foto ao lado do pai, com uma mensagem de amor e agradecimento, e recebeu manifestações de carinho de fãs e amigos.

