Bolsa Família com reajuste de 15% começa a ser pago hoje; mínimo sobe para R$ 691

Parcela de outubro já vem corrigida; depois dos NIS de final 1 e 2, o governo unifica os demais pagamentos na quarta-feira (21).

Jimmy Macedo

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Economia
Carrinho de compras com alimentos em movimento no corredor de um supermercado
Foto: Joédson Alves/Agência Brasil
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O pagamento do Bolsa Família de outubro começou nesta segunda-feira (19) e já chega com o reajuste de 15,04% anunciado pelo governo federal em setembro. O valor mínimo garantido por família passa de R$ 600 para R$ 691, e o benefício médio estimado sobe de R$ 675 para R$ 777, segundo o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS).

Calendário diferente em outubro

De acordo com a Secretaria de Comunicação Social da Presidência (Secom), recebem nesta segunda os beneficiários com Número de Identificação Social (NIS) de final 1. Na terça-feira (20), é a vez do final 2. Na quarta-feira (21), os pagamentos dos demais finais, de 3 a 9 e 0, serão feitos de uma só vez.

A Secom classifica a unificação como uma medida preventiva de proteção social diante dos efeitos do El Niño e informa que o mesmo formato vai valer em novembro e dezembro. Famílias que moram em municípios com situação de emergência ou de calamidade pública reconhecida pelo governo federal recebem logo no primeiro dia do calendário.

Como ficam os valores

Com o reajuste, o Benefício de Renda de Cidadania, pago por integrante da família, sobe de R$ 142 para R$ 164. O Benefício Primeira Infância, para crianças de até 6 anos, passa de R$ 150 para R$ 173. Já o Benefício Variável Familiar, pago a gestantes, nutrizes, crianças e adolescentes de 7 a 17 anos, vai de R$ 50 para R$ 58. Quando a soma não chega a R$ 691, o Benefício Complementar cobre a diferença.

A correção foi definida pelo Decreto nº 13.120, publicado em edição extra do Diário Oficial da União em 17 de setembro, e segue a variação acumulada do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) entre março de 2023 e agosto de 2026. A Lei nº 14.601/2023, que recriou o programa, permite atualizar os valores em intervalos de até 24 meses e proíbe reduções. Ainda em setembro, o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), atendeu a um pedido da Advocacia-Geral da União (AGU) e validou o reajuste.

O que fazer para receber

Não é preciso pedir o reajuste: o novo valor entra automaticamente. O dinheiro é depositado pela Caixa e pode ser movimentado pelo aplicativo Caixa Tem. Para continuar no programa, a família precisa manter o Cadastro Único atualizado e cumprir as condicionalidades de saúde e educação, como frequência escolar, vacinação e acompanhamento pré-natal.

Com informações do MDS e da Agência Brasil.

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