O Ceará tem 709.206 aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) com a prova de vida pendente, segundo dados do instituto divulgados pelo Diário do Nordeste. O número equivale a 5,15% de todas as pendências do país. Para parte desses beneficiários, a solução pode estar na urna: o comparecimento às eleições de 2026, inclusive no segundo turno, marcado para o próximo domingo (25), pode ser usado como comprovação.
Como funciona
A prova de vida é um procedimento anual que confirma que o beneficiário está vivo e pode continuar recebendo o benefício. Hoje, a verificação é feita pelo próprio INSS, que procura registros do segurado em bases de dados do governo, sem exigir que ele vá a uma agência ou ao banco.
Um desses registros é o voto. Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a Resolução-TSE nº 23.656/2021 autoriza órgãos públicos a consultar informações dos sistemas da Justiça Eleitoral, e a Portaria PRES/INSS nº 1.408/2022 regulamenta o uso desses dados na prova de vida. Em setembro, o Ministério da Previdência Social informou que a checagem do comparecimento às urnas em 2026 será automática.
Quem não votar não perde o benefício
Deixar de votar não bloqueia o pagamento. Nesse caso, o INSS continua procurando outros sinais de vida em fontes oficiais, como emissão de documentos, atendimentos e outras movimentações registradas. O segurado só é chamado para regularizar a situação quando nenhuma dessas fontes confirma que ele está vivo.
Quem quiser conferir a própria situação pode consultar o aplicativo ou o site Meu INSS, ou ligar para a Central 135. O INSS não pede senhas nem dados bancários por telefone ou mensagem: qualquer contato desse tipo deve ser tratado como tentativa de golpe.
Em 25 de outubro, a votação vai das 8h às 17h, pelo horário de Brasília. Eleitores com mais de 70 anos não são obrigados a votar, mas podem comparecer, e o registro também vale para a prova de vida.

