O Ministério da Saúde começou a oferecer nesta semana, no Sistema Único de Saúde (SUS), nove novos medicamentos de alta tecnologia para o tratamento do câncer. A distribuição começa por 20 centros de tratamento em 16 estados, entre eles o Ceará, e no Distrito Federal, e a previsão é chegar aos demais centros do país até o fim do ano.
Os remédios atendem a 13 indicações diferentes e devem beneficiar mais de 116 mil pacientes, segundo o ministério. O gasto anual só com a compra desses produtos é estimado em R$ 155,4 milhões. Um deles, o abemaciclibe, usado em alguns tipos de câncer de mama, pode custar R$ 366 mil na rede privada.
Os nove medicamentos
A lista inclui o trastuzumabe (câncer de estômago ou da junção esofagogástrica); o abemaciclibe (câncer de mama); o acetato de lanreotida (tumores neuroendócrinos); o pazopanibe (câncer de rim metastático); o sunitinibe (câncer de rim metastático e tumor estromal gastrointestinal, o GIST); o rituximabe (leucemia linfocítica crônica e linfomas); a abiraterona (câncer de próstata); o gefitinibe (câncer de pulmão de células não pequenas); e a alfatirotropina, o TSH recombinante (câncer diferenciado de tireoide).
Parte desses fármacos já estava incorporada ao SUS havia anos, mas não chegava de fato aos serviços. Segundo o ministério, a oferta foi viabilizada dentro do programa Agora Tem Especialistas, e a meta é chegar a 23 novos medicamentos oncológicos até o fim do ano, o que ampliaria em 35% as opções de tratamento na rede pública.
Teste para câncer de intestino
O ministério também vai distribuir aos estados 400 mil testes imunoquímicos fecais (FIT), usados no rastreamento do câncer colorretal. A implantação nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) começa em novembro, nas capitais e nos municípios com mais de 500 mil habitantes, e é voltada a pessoas sem sintomas entre 50 e 75 anos. O exame detecta sangue oculto nas fezes e indica quem precisa fazer colonoscopia.
No Ceará, o anúncio foi acompanhado no Hospital Universitário do Ceará (HUC), em Fortaleza, pela superintendente do Ministério da Saúde no estado, Kelly Arruda, e pela secretária estadual da Saúde, Tânia Mara Coelho. O ministério não detalhou quais unidades cearenses fazem parte desta primeira etapa.
Com informações do Ministério da Saúde e da Agência Brasil.

