A chuva de meteoros Orionídeas, formada por fragmentos deixados pelo cometa Halley, atinge o pico de atividade na madrugada desta quinta-feira (22). O fenômeno pode ser visto a olho nu em todo o Brasil, inclusive no Cariri, entre a meia-noite e o amanhecer.
Em condições ideais, com céu escuro, sem nuvens e longe das luzes da cidade, a taxa pode chegar a cerca de 20 meteoros por hora, segundo a Nasa, a agência espacial dos Estados Unidos. Na prática, o número observado costuma ser menor, principalmente em áreas urbanas.
De onde vêm os meteoros
Os meteoros são pequenos grãos de poeira e rocha que o Halley deixou ao longo de sua órbita. Todos os anos, entre o início de outubro e o começo de novembro, a Terra atravessa essa trilha de detritos. Ao entrar na atmosfera a cerca de 66 km por segundo, os fragmentos se aquecem e produzem os riscos de luz conhecidos popularmente como estrelas cadentes.
O nome Orionídeas vem da constelação de Órion, de onde os meteoros parecem partir, ponto chamado de radiante. A chuva fica ativa de 2 de outubro a 7 de novembro, mas é no pico que a frequência é maior.
Como observar
Não é preciso telescópio nem binóculo. A recomendação é procurar um lugar escuro, deitar ou reclinar o corpo e olhar para uma área ampla do céu. A Nasa orienta observar uma região entre 45 e 90 graus de distância de Órion, onde os rastros tendem a parecer mais longos.
O radiante sobe no céu depois da meia-noite, e as horas que antecedem o amanhecer costumam ser as melhores para a observação. A Lua, em fase crescente e bastante iluminada, atrapalha no início da noite; por isso, vale esperar que ela fique mais baixa no horizonte e se posicionar de costas para ela.
Também ajuda dar alguns minutos para os olhos se acostumarem ao escuro, evitando a tela do celular nesse período, e ter paciência: os meteoros aparecem de forma irregular, às vezes em sequência, às vezes com longos intervalos.
O Halley, que dá origem às Orionídeas e também à chuva Eta Aquáridas, em maio, só voltará a passar perto do Sol em 2061.
Com informações da Nasa e do Olhar Digital.

