Uma criança cearense é diagnosticada com câncer por dia, alerta INCA

Oncologista Pediátrico do Cariri explica como os pais podem perceber primeiros sintomas para procurar ajuda, afinal o diagnóstico precoce eleva em 80% as chances de cura




De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), a estimativa de novos casos da doença em crianças no Brasil, para cada ano do triênio 2020-2022, será de 4.3 10 casos novos em meninos e de 4.150 em meninas.

No Ceará, o quantitativo anual estimado de novos casos projetados pelo INCA é o mesmo para este ano e para os dois seguintes, pelo menos 1.080 cearenses de zero a 19 anos devem ter a doença confirmada para os próximos dois anos, sendo 50% deles de cada gênero. Considerando que, a média de novos casos para 2020 é superior a 300 casos no estado, média de 30 novos casos por mês, praticamente uma descoberta por dia.

O Médico Vagner Soares, Oncologista Pediátrico da Cliame Cariri, diz que os pais devem ficar atentos aos sintomas que possam sugerir o diagnóstico de um câncer infantil. Segundo ele, febre persistente, presença de gânglios espalhados pelo corpo, presença de massa abdominal perceptível ao apertar o abdômen da criança, manchas em tons de roxo espalhadas pelo corpo, sangramentos de forma espontânea, presença de dor de cabeça súbita associada com vômitos e náuseas, alteração do nível de consciência, presença de dor óssea de causa desconhecida, perda de peso de forma inexplicada e palidez são alguns dos possíveis sintomas para um diagnóstico.

Só esse ano no Estado se estima que cerca de 360 novos casos sejam diagnosticados em crianças e adolescentes. O número alerta para a importância do diagnóstico precoce, ao qual se volta para o mês do Setembro Dourado. “É através dos sinais que se chega a um diagnóstico precoce que pode aumentar as chances de cura dos pacientes, que giram em torno de 70% e 80% na maior parte dos casos”, explicou Vagner.

Acolhida para tratamento

Para acolher crianças e jovens com câncer e seus acompanhantes, na maioria das vezes os pais, o Lar Acold mantém uma casa de apoio em Barbalha, que hoje recebe cerca de 18 famílias nos dias de revisão do tratamento e, em Fortaleza, o Lar Acold está hoje com aproximadamente 38 famílias do Cariri morando lá.

Uma delas é a confeiteira Karina Santos, de Juazeiro do Norte. Aos dois anos o caçula, João Ananias, foi diagnosticado com retinoblastoma, um tipo de câncer no olho. Sem perspectivas de se tratar no Cariri, a família está morando na casa do Lar Acold, da capital, há cerca de seis meses e sem previsão de retornar para a região. A ideia é permanecer na casa durante o primeiro ano de tratamento.

A ONG vive apenas de doações de alimentos, material de higiene e limpeza, fraldas e tudo mais que as famílias precisam. O Lar é quem faz o translado das famílias no dia de cada quimioterapia, radioterapia e se mantém em campanha permanente por doações. O “setembro dourado” é tempo de propagar o diagnóstico precoce, pois quanto mais cedo a doença é descoberta, maiores as chances de cura da criança.

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Sobre Luca Souza

Estagiário no setor de criação de conteúdo do Foobá

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