Shopping juazeirense é o primeiro do Brasil a ter posto do Centro de Valorização da Vida

O Cariri Garden Shopping passa a ser o primeiro Shopping do Brasil a ter um posto do Centro de Valorização da Vida (CVV). O novo posto foi entregue ao coordenador do regional do Cariri pela gestora do Cariri Garden, Ataina Ferreira .




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A partir desta quarta-feira (02), Juazeiro do Norte passa a contar com o Posto do Centro de Valorização da Vida (CVV), o primeiro do Brasil localizado dentro de um Shopping Center. O contemplado foi o Cariri Garden Shopping.

A inauguração simbólica contou com a presença do coordenador regional Cariri do CVV, Gilberto Oliveira, da voluntária do posto Juazeiro, Thaís Pereira da Silva e da gestora do Cariri Garden, Ataina Ferreira. Esse é o terceiro Posto do Ceará e o segundo do Cariri implantado em menos de dois anos na região, que tem o CVV em Crato.

“Nós somos um dos principais agentes da comunidade. Temos mais de 140 empresas dentro de um único espaço e não podemos falar em desenvolvimento se não tivermos um olhar mais atento ao que acontece com a nossa sociedade”, enfatizou, Ataina Ferreira.

Segundo o coordenador, Gilberto Oliveira, a chegada do novo posto amplia a oferta de atendimentos não só para o Cariri, mas para o Brasil inteiro.

“Por dia, o CVV a nível nacional chega a receber em média 10 mil ligações, a chegada de mais um posto significa mais voluntários e possivelmente, mais pessoas atendidas. Para nós que somos voluntários nesse projeto, a alegria é proporcional ao recebimento de mais um membro na família”. 

Atualmente entre os postos Crato e Juazeiro, o CVV Cariri conta com 15 voluntários, Thaís é uma delas. A psicóloga por profissão, no momento do atendimento deixa de lado a profissional e passa a ser apenas ouvinte.

“Temos uma sociedade carente em vários aspectos, entre eles em ser ouvido. Ser voluntário no CVV é garantir para aquele que liga para o 188 a certeza de ser ouvido sem ser julgado. É ser solidário a alguém que muitas vezes não sabemos sequer o nome”. 

De acordo com Gilberto Oliveira, para ampliar o número de atendimentos se faz necessário aumentar o número de voluntários que trabalham no sentido de compreender a pessoa que procura o CVV, dessa forma, valorizando sua vida. A pessoa que procura o CVV tem o sigilo assegurado, a total privacidade e anonimato. O trabalho do voluntário consiste no diálogo compreensivo, através de ligações gratuitas para o número 188. 
Para ser um voluntário é rápido e simples basta clicar aqui.

CVV

Fundado em São Paulo em 1962, o Centro de Valorização da Vida é uma associação civil sem fins lucrativos, filantrópica, reconhecida como de Utilidade Pública Federal em 1973. Através dos Postos, espalhados em quase todas as capitais e diversas cidades do interior do Brasil, são aproximadamente 95 Postos e mais de 4 mil Voluntários que se revezam em plantões de 4 horas e meia por semana, para o atendimento 24 horas por dia, inclusive aos domingos e feriados, atendendo mais de 2.500.000 por ano. O CVV presta serviço voluntário e gratuito de apoio emocional, oferecido a todas as pessoas que querem e precisam conversar sobre suas dores e descobertas, dificuldades e alegrias.

O CVV é hoje um dos serviços mais procurados do país, com uma média superior a dois milhões de ligações por ano. Segundo a OMS – Organização Mundial de Saúde, cerca de 3 mil pessoas por dia cometem suicídio em todo o mundo.
Segundo dados do relatório de setembro de 2007, a ocorrência de suicídios aumentou 60% nos últimos 50 anos. Atualmente é uma das principais causas de morte entre os jovens e adultos de 15 a 34 anos, embora a maioria dos casos ocorra entre as pessoas com mais de 60 anos. Organismos internacionais como a OMS e a AIPS – Associação Internacional para Prevenção do Suicídio reconhecem a importância de programas como o do CVV e, no Brasil, outras iniciativas foram criadas, inclusive pelo Ministério da Saúde.

Sobre Fernanda Alves

Fernanda Alves, tem 24 anos, é de Juazeiro do Norte e formada em Jornalismo pela Universidade Federal do Cariri (UFCA), com experiência na área desde 2015. Mulher preta, militante e amante do Jornalismo Esportivo.

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