Santana do Cariri decide manter lockdown apesar da reabertura estadual

Na contramão do que decidiu o Governo do Estado, Prefeitura manteve restrições por mais uma semana para barrar o avanço da Covid-19.




Economia, Notícias

A Prefeitura de Santana do Cariri anunciou nesta segunda-feira (12), que vai manter o comércio e os serviços não essenciais fechados por mais uma semana para conter o avanço da Covid-19. O novo decreto municipal de isolamento social, assinado pelo prefeito Samuel Cidade (DEM), prorrogou o lockdown na cidade até o dia 18 deste mês. A decisão é adotada apesar do decreto estadual, que autorizou a reabertura gradual das atividades do comércio no Estado.

A manutenção das medidas mais restritivas, de acordo com o prefeito, leva em consideração as recomendações do Comitê Municipal de Enfrentamento à Covid-19. “Os índices ainda são alarmantes e os técnicos consideraram que não é o momento de flexibilizar. Esperamos que com essa medida a gente consiga reduzir os números nas próximas semanas”, disse Samuel Cidade ao O POVO. 

Com a manutenção do lockdown, as atividades do comércio não essencial continuam proibidas de funcionar presencialmente. Os estabelecimentos podem atender apenas no sistema delivery.

Durante a vigência do decreto, só estão autorizados a funcionar serviços públicos essenciais; hospitais e demais unidades de saúde; farmácias; clínicas odontológicas e veterinárias; empresas de segurança privada; postos de combustíveis e funerárias.

Com cerca de 17 mil habitantes, segundo estimativa IBGE, Santana do Cariri já registrou 547 casos de Covid-19 e 18 mortes em decorrência da doença. As informações estão na Plataforma IntegraSus, gerenciada pela Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa).

O boletim epidemiológico divulgado pela Secretaria Municipal de Saúde, nesta segunda, informa que há 137 pessoas em isolamento domiciliar com suspeita de terem contraído a infecção. Outros dois pacientes internados com sintomas respiratórios também aguardam diagnóstico. Até o momento, o Município já confirmou ao menos seis casos de reinfecção — pessoas que testaram positivo para a doença duas vezes em um intervalo de 90 dias.

Fonte: O Povo

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