Pefoce já recebe familiares de pessoas desaparecidas para coleta de DNA

A coleta do material genético das famílias com parentes desaparecidos foi iniciada nessa segunda-feira (14) e segue até a próxima sexta-feira (18).




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A Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce) já iniciou a coleta de DNA de pessoas com familiares desaparecidos. A iniciativa faz parte de uma campanha nacional do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) e da Rede Integrada de Bancos de Perfis Genéticos (RIBPG). No Ceará, além da Pefoce, a Polícia Civil do Estado do Ceará (PCCE) e a Superintendência de Pesquisa e Estratégia de Segurança Pública (Supesp), em parceria com o Ministério Público do Estado do Ceará (MPCE), também atuam.

Por meio do material genético de parentes de primeiro grau das pessoas desaparecidas, a Pefoce vai coletar o material genético e inserir no banco de dados nacional para que o DNA possa servir como uma ferramenta a mais na busca e identificação dessas pessoas.

A coleta do material genético das famílias com parentes desaparecidos foi iniciada nessa segunda-feira (14) e segue até a próxima sexta-feira (18). No entanto, se alguma família não puder comparecer na Pefoce na semana da campanha, os parentes podem entrar em contato com o órgão e agendar o atendimento em outra data.

Saudade e esperança

Uma dessas famílias que convive com o sentimento de saudade e busca por um familiar, há oito anos, esteve na sede da Pefoce, nesta terça-feira (15), para fazer a coleta do DNA para que o material auxilie na identificação e localização de Leonardo França da Costa, de 49 anos de idade. Segundo a mãe, dona Antonieta França da Costa, e a irmã, Lucila França da Costa, Leonardo realizou uma viagem com um caminhoneiro conhecido da família e, durante a viagem, ele saltou do veículo e fugiu. Desde então, a família faz incessantes buscas por Leonardo além das fronteiras do Ceará.

Visto pela última vez, em 2013, na cidade de Divisa Alegre (MG), portanto, fora do Ceará, a família acredita que a campanha nacional de coleta de DNA e o compartilhamento de perfis genéticos entre todos os órgãos de Polícia Científica do Brasil possam agora localizar Leonardo França da Costa. “Meu irmão está desaparecido há sete anos, quando ele viajou com um caminhoneiro e, em Minas Gerais, na cidade de Divisa Alegre, ele saltou do caminhão e fugiu. Nós temos uma esperança muito grande de que ele vai ser encontrado agora com essa campanha nacional”, declara Lucila França da Costa, irmã de Leonardo.

Para a perita legista do Núcleo de Perícias em DNA Forense (NUPDF) da Pefoce, Ana Cláudia Sobreira, esse momento de receber as famílias e de dar uma esperança a mais para que elas encontrem seus familiares é bastante satisfatório para as equipes da Pefoce de Fortaleza e dos núcleos da Pefoce de Sobral, Iguatu, Russas e Juazeiro do Norte, que também estão empenhados na campanha. “A gente tem a oportunidade de se deparar com a realidade que as famílias têm de conviver com a angústia e a falta que faz um membro da família. E, ao mesmo tempo, ficamos surpresos em ver tanta fortaleza e esperança nessas famílias”, conta.

Boletim de Ocorrência
O primeiro passo para iniciar a busca por um parente é se dirigir até uma delegacia para registrar o Boletim de Ocorrência (BO) imediatamente. Em Fortaleza, a unidade especializada na investigação de pessoas desaparecidas é a 12ª Delegacia, que funciona no Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), no bairro de Fátima. Nas cidades de Juazeiro do Norte, Iguatu, Russas e Sobral, o Boletim de Ocorrência (BO) deverá ser feito das unidades da Polícia Civil nesses municípios.

Pontos de coleta
A coleta do DNA dos familiares de pessoas desaparecidas será realizada pela Pefoce, a partir desta segunda-feira, dia 14, e segue até o dia 18 (sexta-feira), em Fortaleza, e nos núcleos da Pefoce situados nas cidades de Juazeiro do Norte, Iguatu, Russas e Sobral. Em Fortaleza, os familiares de 1º grau de parentesco (pai, mãe, filho, filha, irmãos, irmãs) devem comparecer à Pefoce com o Boletim de Ocorrência (BO). A coleta é realizada de forma indolor, por meio de um suabe oral (coletado na mucosa interna da boca). A Pefoce pede que compareçam, pelo menos, dois parentes de primeiro grau da pessoa desaparecida.

Interior do Estado
No caso das famílias com parentes desaparecidos que moram no interior do Ceará, elas devem procurar uma delegacia da Polícia Civil no seu município e registrar a ocorrência. A Polícia Civil vai dar o encaminhamento para que essa família compareça a um dos núcleos da Pefoce para coletar o DNA. Se a família já tiver B.O, basta procurar o ponto de coleta da Pefoce mais próximo de sua cidade: Fortaleza, Juazeiro do Norte, Iguatu, Russas e Sobral.

Ministério Público
Além da investigação da Polícia Civil e do monitoramento de dados realizados pela Supesp, acerca das circunstâncias e regiões em que essas pessoas foram vistas pela última vez, a Polícia Civil também recebe o suporte do Ministério Público do Ceará (MPCE), que mantém o Programa de Localização e Identificação de Desaparecidos do Estado do Ceará (PLID). O programa utiliza o Sistema Nacional de Identificação e Localização de Desaparecidos (Sinalid). Esses dados obtidos pela ferramenta são repassados para colaborar com as investigações, identificação e localização dessas pessoas.

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