Operação contra invasão no Maracanã prende 16 pessoas e deixa uma morta

Investigação monitorou redes sociais e detectou grupos que falsificaram ingressos e iam roubar torcedores e invadir o estádio.

Operação contra invasão no Maracanã prende 16 pessoas e deixa uma morta

Foto: O Globo

Uma investigação da Polícia Civil do Rio de Janeiro, cumpriu na manhã desta terça-feira (22), 16 dos 27 mandados de prisão preventiva de suspeitos que planejavam invadir o estádio do Maracanã. Em um dos mandados na comunidade do Jacarezinho, a polícia foi recepcionada por tiros. No Manguinhos uma pessoa morreu. Este caso está sendo investigado pela Delegacia de Homicídios da Capital.

O plano era que a invasão ocorresse na noite da quarta-feira (23), durante o jogo Flamengo x Grêmio, que disputa a semifinal da Copa Libertadores. Os investigadores descobriram o plano, monitorando conversas nas redes sociais. Áudios vazados apresentaram ameaças de confronto dos invasores contra a polícia.

“Deixa eles vim, mano, deixa eles vim, pô. O bloco é enorme, parceiro. Eles pode vim com cavalinho, com bombinha de borracha, com gás de não sei o quê, e nós vai entrar nessa * e nós vai ver o jogo.”

As equipes de investigação ainda estão nas ruas para cumprir os mandados. A operação ainda não está concluída e podem ser expedidos mais mandados de prisão. A polícia ainda não decidiu se haverá restrição judicial para a presença de algum torcedor no jogo de amanhã.

Ao todo, 27 pessoas são procuradas. A polícia também busca conduzir 89 pessoas para intimação, a mando do Juizado Especial do Torcedor e dos Grandes Eventos.

Investigação pela internet

A Polícia Civil detectou a movimentação de grupos que afirmavam ter falsificado ingressos e se preparavam para roubar torcedores e invadir o estádio.

Os áudios são dos suspeitos desafiando as forças de segurança e conversas que planejavam os ataques. Num dos grupos formados na internet, havia pelo menos 150 pessoas marcando invadir o local de encontro para cometer os crimes.

De acordo com informações da polícia, todos os procurados são investigados por formação de quadrilha. Mais de 100 equipes da polícia dão apoio à ação.

Os agentes cumprem mandados judiciais na capital, Baixada Fluminense, Região dos Lagos, Região Serrana e Grande Rio.

O Batalhão Especial de Policiamento de Estádio (Bepe) vai reforçar o planejamento de segurança e terá efetivo de 800 policiais. O perímetro de segurança também foi estendido no entorno do estádio.

Pessoas baleadas no Jacarezinho

A comunidade do Jacarezinho é um dos locais onde os agentes da polícia cumprem mandados de prisão. Durante a ação, o passageiro de um ônibus que passava pela região foi baleado. O estado da vítima ainda não foi divulgado.

Um homem em uma moto também foi baleado no interior da comunidade.

Invasão de 2017

Em 2017, torcedores rubro-negros invadiram o Maracanã durante a partida do Flamengo contra a equipe argentina Club Atlético Independiente durante a Copa Sul Americana.

Houve uma confusão generalizada num dos acessos ao estádio. A Polícia Militar tentou conter os diversos focos de invasões, mas em muitos casos não conseguiu.

Mesmo antes do início da partida, marcada para as 21h45, o acesso em frente à Estátua do Bellini, na Avenida Maracanã, precisou ser cercado por PMs para evitar que os torcedores seguissem entrando no estádio de forma desordenada.

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Sobre Joedson Kelvin

Jornalista formado pela Universidade Federal do Cariri (UFCA). Fotógrafo experienciador que vê, escreve e sente, não necessariamente nesta ordem.

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