Garis planejam oficializar greve em assembleia marcada para próxima segunda-feira, 23

Os trabalhadores estão parados desde a última terça-feira, 17. Eles estão exigindo o pagamento de salários e o depósito proporcional dos valores de FGTS




Reprodução.

Os trabalhadores da limpeza pública de Juazeiro do Norte vêm realizando uma manifestação de paralisação desde a última terça-feira, 17. Hoje, durante as primeiras horas da manhã, eles se reuniram e realizaram uma manifestação pelas principais ruas da cidade. De acordo com representantes ouvidos pela reportagem, as ações desenvolvidas até o momento foram iniciativa dos próprios funcionários.

Segundo Ronaldo Araújo, representante do sindicato da categoria, os trabalhadores vivem o receio de um calote. Ronaldo esclarece que os funcionários estão exigindo os salários em atraso e o depósito do FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço). De acordo com o sindicalista, os servidores estão prevendo que ocorra agora, o mesmo que aconteceu em 2012, quando a empresa EAB, que à época era responsável pela coleta do lixo na cidade, não cumpriu com as suas obrigações contratuais junto aos seus contratados, não quitando parte dos salários e, ainda, não depositando os corretos valores de FGTS.

Ronaldo Araújo informou que o sindicato foi procurado para dar suporte aos procedimentos que vem ocorrendo. Ele indicou, também, que está agendada para próxima segunda-feira, 23, uma assembleia para discussão e oficialização do estado de greve.

Na atual conjuntura, a prefeitura declarou por meio de nota que já repassou recursos para a MXM Soluções Ambientais, empresa que atualmente gere a limpeza pública. Porém, os servidores terceirizados não foram pagos e muito menos tiveram a regularização dos valores referentes ao Fundo de Garantia por Tempo de Serviço. Informações apuradas junto a membros da paralisação, dão conta que os contratados receberam em média o equivalente a quatro meses de trabalho, isso no tangente ao FGTS. Ressalta-se que os contratos já tem, no mínimo, três anos de vigência.

Em comunicado a imprensa, a MXM afirmou que os salários estão em dia. Disse que respeita o direito à greve e a manifestação, mas classificou a ação dos servidores como ilegal, pois a coleta seletiva é tida como serviço essencial. Por fim, a empresa convocou os trabalhadores a reassumirem os seus postos de trabalho, em respeito a lei vigente. A nota não cita a questões ligadas ao FGTS. A MXM afirmou, ainda, que haveria constrangimento para os funcionários que não quisessem aderir a paralisação.

Após a liberação da nota da empresa terceirizada, o sindicato da categoria foi procurado. Este, por sua vez, informou que não há constrangimento nenhum, disse que há um percentual dos servidores trabalhando e, afirmou, também, que 60% dos trabalhadores ainda não recebeu os salários. Acrescentou que o atual movimento e espontâneo e que a instituição já está agindo para legalizar e oficializar o estado de greve.

A população juazeirense vem reclamando da demora em buscar uma efetiva solução para questão. A maioria vem relatando o acumulo do lixo doméstico nas ruas e calçadas.

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Sobre Paulo Junior

Graduando em jornalismo pela UFCA e um apaixonado por política, literatura e cinema.E-mail: [email protected]

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