O ex-príncipe Andrew Mountbatten-Windsor foi preso na manhã desta quinta-feira (19), no Reino Unido, tornando-se o primeiro membro sênior da família real britânica a ser detido na história recente. A prisão ocorre em meio a uma investigação que apura possível má conduta no exercício de função pública.
O nome de Andrew voltou ao centro das atenções por causa de seu envolvimento no caso Jeffrey Epstein, empresário norte-americano condenado por crimes de abuso e tráfico sexual. Ao longo dos últimos anos, vieram a público registros de encontros entre os dois, além de denúncias feitas por uma das vítimas de Epstein, que acusou o ex-príncipe de abuso sexual quando ela era menor de idade. Andrew sempre negou as acusações e, em 2022, fechou um acordo financeiro nos Estados Unidos sem admitir culpa.
Além das denúncias civis, documentos divulgados pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos trouxeram novos detalhes sobre contatos e agendas compartilhadas entre Andrew e Epstein. As autoridades britânicas agora investigam se, durante o período em que atuou como representante comercial do Reino Unido, entre 2001 e 2011, houve uso indevido da função ou troca inadequada de informações.
O escândalo já havia provocado o afastamento de Andrew das funções oficiais da monarquia. Ele perdeu títulos militares, deixou de representar oficialmente a Coroa e passou a viver de forma mais reservada, após forte pressão pública e institucional.
Até o momento, não há acusação formal de crime sexual relacionada à prisão atual. O ex-príncipe nega qualquer irregularidade e afirma que nunca teve conhecimento das atividades criminosas de Epstein. O caso segue sob investigação e aprofunda a crise envolvendo um dos nomes mais controversos da família real britânica.


