As denúncias de assédio eleitoral no ambiente de trabalho aumentaram mais de 75% após o segundo turno das eleições de 2026. De acordo com dados do Ministério Público do Trabalho (MPT), o órgão recebeu 1.459 novas denúncias em três dias, elevando o total do ano para 3.396 registros até 29 de outubro.
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O assédio eleitoral acontece quando empregadores ou superiores pressionam funcionários por causa de suas escolhas políticas. Entre as práticas denunciadas estão ameaças de demissão, constrangimentos e tentativas de influenciar o voto dos trabalhadores em determinado candidato.
Estados com mais denúncias
Entre os estados com maior número de denúncias estão São Paulo, com 620 registros, Minas Gerais, com 351, e Paraná, com 338. Os dados mostram que os casos continuam sendo registrados mesmo após o encerramento da votação, com relatos de pressões relacionadas às preferências políticas dos funcionários.
Diante do aumento das ocorrências, o governo federal informou que estuda medidas para responsabilizar empresas envolvidas nesse tipo de prática. As possíveis medidas incluem restrições ao acesso a créditos públicos, conforme as propostas em discussão.
Como denunciar
Trabalhadores que sofrerem assédio eleitoral podem denunciar os casos ao Ministério Público do Trabalho. As denúncias podem ser feitas pelos canais oficiais do órgão, e as situações comprovadas podem resultar em medidas judiciais contra os responsáveis, incluindo indenizações e outras reparações previstas na legislação.






