Deltan Dellagnol deixa Lava Jato depois de seis anos

O coordenador da força tarefa informou que sai do cargo por questões de saúde. A partir de agora função será ocupada por Alessandro de Oliveira




Rio de Janeiro – Procurador do Ministério Público Federal e coordenador da força tarefa da Operação Lava Jato, Deltan Dallagnol, fala no Congresso da Associação Brasileira de Private Equity & Venture Capital (Fernando Frazão/Agência Brasil)

Na Operação Lava-Jato desde 2014, o procurador Deltan Dellagnol informou hoje, por meio de suas redes sociais, que irá deixar a coordenação da força-tarefa em Curitiba. Deltan comanda as ações desde o início das operações. Segundo declaração do próprio procurador, o afastamento se dá por razões familiares e de saúde, de acordo com ele, sua filha de 1 ano e 10 meses vem dando sinais de regressão no desenvolvimento, e por isso precisará dedicar mais atenção a ela.

Dellagnol será substituído por Alessandro José de Oliveira, também procurador da República no Paraná. Alessandro integrou o grupo de trabalho que observou ações da força-tarefa, este grupo era comandado pela sub-procuradora geral Lindôra Alves. Lindôra esteve recentemente no centro de debates por ter solicitado uma série de informações ao conjunto da Lava Jato, informações que segundo os membros da operação seriam caraterizadas como um excesso da Procuradoria Geral, não apresentando justificativas plausíveis para endossar o pedido, segundo o próprio Dellagnol.

Deltan deixa a operação Lava-jato em um momento tenso, os tempos de mar calmo da ação já são passados, atualmente o que se vê é um endurecimento no olhar sob as atividades do conjunto chefiado por Curitiba. Endurecimento que levou a fortes atritos entre Augusto Aras, Procurador Geral da República, e o então coordenador.

Além disso, o Procurador conta com dois processos disciplinares que estão parados no Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP). No primeiro ele é acusado de tentar interferir na eleição para presidência do Senado, a partir de postagens contrarias ao senador Renan Calheiros (MDB- AL). No segundo, Kátia Abreu, também senadora, realiza um pedido de remoção. Tal pedido estaria embasado em 16 reclamações encaminhadas ao Conselho do MPF, que teriam como alvo o procurador em destaque, além da observação de que ele proferiu palestras e firmou um acordo com a Petrobrás para que R$2,5 bilhões recuperados fossem encaminhados a uma fundação da Lava Jato.

Durante os seis anos em que atuou como procurador da operação, o membro do MPF colecionou polêmicas e situações complexas, desde o power point com a acusação do ex-presidente Lula, até as conversas vazadas com o ex-juiz federal Sérgio Moro. Mesmo afastando-se da função a frente das atividades da operação Lava Jato, Dellagnol informou que seguirá trabalhando como procurador do Ministério Público Federal.  

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Sobre Paulo Junior

Graduando em jornalismo pela UFCA e um apaixonado por política, literatura e cinema

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