Calor de até 38 °C e umidade perto de 20%: Cariri atravessa o período mais quente do ano; veja como se proteger

Boletins da Funceme e alertas do Inmet em outubro apontam tardes quentes e ar seco no centro-sul do Ceará, com risco à saúde e de queimadas.

Jimmy Macedo

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Educação
Ipê florido em meio à vegetação seca sob céu claro, em período de estiagem
Imagem ilustrativa: tempo seco em Brasília, em 2024 | Foto: José Cruz/Agência Brasil
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O Cariri e o centro-sul do Ceará seguem em outubro com tempo firme, poucas nuvens, temperaturas que chegam a 38 °C à tarde e umidade relativa do ar que pode cair para a faixa de 20% a 30%. É o que mostram os boletins mais recentes da Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme), que não preveem chuva para a região nos próximos dias.

Segundo a previsão divulgada pela Funceme no último dia 14, as máximas devem ficar em torno de 38 °C no Cariri, no centro-sul e no litoral norte, enquanto as mínimas podem chegar a 18 °C em algumas áreas, principalmente nas madrugadas. A umidade tende a ficar mais baixa à tarde, até o fim do dia. As chuvas previstas no período são isoladas e se concentram no litoral e no Maciço de Baturité.

Alertas de baixa umidade

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu, ao longo de outubro, avisos de perigo para baixa umidade em municípios do Ceará. No dia 8, a Agência Brasil informou que o sudoeste do estado estava sob alerta laranja, quando a umidade pode ficar abaixo de 20%, e que o centro e o sul cearense tinham alerta amarelo, com índices entre 20% e 30%. Os avisos são atualizados diariamente e podem ser consultados no site do Inmet.

O cenário é típico do chamado B-R-O Bró, período de setembro a dezembro considerado o mais quente do ano no Ceará. Em setembro, a gerente de meteorologia da Funceme, Meiry Sakamoto, disse ao Diário do Nordeste que a presença do El Niño mais forte em 2026 deixa o estado num cenário favorável a ondas de calor, especialmente no sertão e no centro-sul.

Como se proteger

Nos dias de ar seco, o Inmet recomenda beber bastante líquido, evitar esforço físico e exposição ao sol nos horários mais quentes, usar hidratante na pele e umidificar os ambientes. Bacias com água ou toalhas molhadas nos cômodos ajudam a reduzir o desconforto. A atenção deve ser redobrada com crianças, idosos e pessoas com doenças respiratórias, mais sujeitas a ressecamento das vias aéreas, irritação nos olhos e sangramento nasal.

Risco de queimadas

O tempo seco também aumenta o risco de incêndios em vegetação. A recomendação é não queimar lixo ou restos de poda e não jogar bitucas de cigarro em terrenos e margens de estradas. Focos de incêndio devem ser comunicados ao Corpo de Bombeiros pelo telefone 193.

A previsão pode mudar ao longo da semana. Os boletins diários da Funceme, com previsão por município, estão disponíveis no site da fundação.

Com informações da Funceme, do Inmet e da Agência Brasil.

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